Há orações que não funcionam?
Mike Macintosh conta no seu livro “Apaixone-se Pela Oração” que assistiu uma palestra onde W.J. Willis, falando do desafio missionário chinês, disse: “A oração comum não vai funcionar para a China”. Ele confessa que depois do senhor Willis repetir duas vezes esta frase, ele teve vontade de se levantar e sair da sala, convicto de que a oração comum funciona. Mas quando o pregador anunciou o texto de 1 Timóteo 2.1-3, ele decidiu ficar na sala e ouvir o restante da palestra. Quando a palestra terminou, Mike estava convencido que a intercessão não é uma oração comum e que, geralmente, funciona.
Conforme o referido texto, o apóstolo Paulo faz uso de três formas de petição diante de Deus e uma forma de gratidão. Paulo escreve: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graça por todos os homens” (1 Timóteo 2.1). Na verdade, todas estas formas são orações feitas em favor dos outros ou motivadas pelo que está acontecendo na vida de outros. Parece-nos que o primeiro destaque deste texto mostra que as orações mencionadas por Paulo têm como objeto o outro. Isso foge da oração comum que não pensa no outro e nem nos assuntos que envolve outras pessoas, levando-nos a orar por elas.
Ter a compreensão das necessidades dos outros e orar por eles pode identificar uma oração que deixa de ser comum porque tem propósitos em vista. Quando os propósitos são definidos de modo claro e objetivo, as orações ganham valor e deixam de ser comuns. Quando oramos pelas pessoas não como uma prática rotineira, mas movidos pelo amor, as nossas orações ganham motivação e deixam de ser comuns. Quando perseveramos diante de Deus em favor de outras pessoas durante semanas, meses e anos, as nossas orações manifestam confiança no poder de Deus e não podem ser classificadas como comuns.
Diante do exposto, cada um pode avaliar as suas orações e tentar responder a pergunta acima. Com a Palavra de Deus aberta diante dos nossos olhos e com uma atitude sincera de orar pelos outros, devemos fazer de nossas orações uma prática que funciona para a glória de Deus e para o bem dos nossos irmãos. Expressamos o desejo que o Movimento de Intercessão da CIBI tenha o seu valor prático na vida de cada crente, no ministério de cada pastor e no desempenho de cada igreja. Quando a oração ganhar o espaço merecido e a sua prática resultar em orações que funcionam, novos tempos surgirão e o esperado avivamento deverá chegar. Por isso, sejamos pessoas que oram, crentes que suplicam com propósitos definidos, homens e mulheres que sejam movidos pelo amor em suas intercessões, povo que tenha plena confiança na ação poderosa de Deus.
Cordialmente
Paulo Mendes, Rosa Maria Valadão e Wilson Guimarães
Coordenadores do Movimento de Intercessão da CIBI.
ALVOS DE ORAÇÃO DESTA CARTA
Sejamos agradecidos pelo encontro de missionários da CIBI realizado no final de maio na Espanha. Estamos convictos de seu valor na renovação da força espiritual, emocional e física dos missionários, na busca de novas estratégias e na compreensão de que no Reino de Deus precisamos estar unidos, sempre.
Diante do conteúdo desta carta, sugerimos que cada intercessor avalie as suas orações, ganhe alento diante das promessas divinas, seja renovado no seu amor pelos outros e persevere diante de Deus.
Avalie a sua lista de oração. Pense em cada pessoa da sua lista. Se Deus colocar novos nomes na sua mente, amplie a sua lista. Manter uma lista de pessoas pelas quais intercede é uma boa prática de orações que funcionam. Estimulem outras pessoas a serem intercessoras.
Se percebeu que a sua vida cristã tem melhorado à medida que tem orado por outras pessoas, estimule outros crentes a fazerem parte do Movimento de Intercessão da CIBI, copiando esta carta e entregando-a para outras pessoas, além de levar os assuntos desta carta às reuniões de oração de sua igreja.



