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ORAÇÃO EM PROCESSO DE FALÊNCIA?

Artigo escrito pelo Pr. Isaque Lucena
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ORAÇÃO EM PROCESSO DE FALÊNCIA?

Quando A Igreja Falha Na Oração

O escritor Richard Foster no seu livro “A Celebração Da Disciplina” escreve: “Orar é mudar. A oração é a avenida central que Deus usa para nos transformar. Se não estivermos dispostos a mudar, abandonaremos a oração…”.

Acredito de todo o coração na importância da oração e sua função e utilidade na vida do cristão, sem a qual tudo à nossa volta pode entrar em falência. Quando como igreja falhamos na oração falhamos também em áreas importantíssimas:

1. UMA IGREJA QUE FALHA A ORAR FALHA A RELACIONAR

Com Deus, já que sem oração não há relacionamento com Deus. Uns com os outros, porque só a oração permite o relacionamento com algumas pessoas e com a cidade onde estamos inseridos como igreja local.

2. UMA IGREJA QUE FALHA A ORAR FALHA A CAMINHAR

Muito do caminho que trilhamos na vida está às escuras. Quer como igreja quer individualmente, precisamos da oração porque pela oração recebemos orientação e pela palavra de Deus recebemos luz para o nosso caminho. A oração providencia um sentido de alerta, de segurança e providencía antecipação em relação aos desafios da vida. Além disso a oração traz forças, motivação, empenho e até companheiros de caminhada.

3. UMA IGREJA QUE FALHA A ORAR FALHA A EDIFICAR

A oração não é o fundamento, esse é Jesus. Mas é uma das ferramentas que usamos para construirmos a nossa vida e a igreja na pessoa de Jesus. Se usarmos outras ferramentas, por ex: motivação pessoal, auto-ajuda, etc…, estamos a querer edificar algo com as ferramentas erradas. É como se fossemos construir uma casa usando uma colher de café. Se quisermos edificar algo grande e de qualidade na nossa vida, temos de usar os materiais certos mas com as ferramentas certas.

CONCLUSÁO:

Falhar na oração é correr o risco de falharmos em todas as outras áreas da vida. A oração é o primeiro e o último recurso do cristão.

Bill Haybels no seu livro “Too Busy Not To Pray” – “Ocupado Demais Para Deixar De Orar” (que pode ler aqui online- http://www.scribd.com/doc/6587380/Bill-Hybels-Ocupado-Demais-Para-Deixar-de-Orar,) diz logo no primeiro capítulo que a oração é: Um acto anti-natural mas é o canal para o poder de Deus. Como dizia um pastor conhecido: “Muita oração muito poder. Pouca oração pouco poder. Nenhuma oração nenhum poder”.

Pastor Isaque Lucena – Pastor da IBPAZ – Maia - http://isaquelucena.wordpress.com/


Última atualização (Qui, 09 de Setembro de 2010 10:07)

 

A IGREJA E A PÓS-MODERNIDADE

A Igreja e a Pós-Modernidade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Raimundo Alberto Pereira   
Sex, 02 de Outubro de 2009 13:52

 alt              A IGREJA E A PÓS MODERNIDADE

 

Se olharmos em nossa volta, podemos perceber que aconteceram mudanças significativas em nosso mundo, querendo aceitar ou não, vivemos em um mundo pós-moderno e com ele o desafio de entender estas mudanças e como influenciam as pessoas no seu modo de pensar, sentir e agir, cabe à igreja compreender estas mudanças para que ela possa assim contextualizar a mensagem bíblica ao homem pós-moderno.


 

 

 O que é Pós-modernidade?

 

 

Pós-modernidade é uma atitude intelectual que se expressa numa série de procedimentos culturais que recusa os ideais, crítica ao modernismo e aos princípios e valores que constituem o suporte da cultura ocidental moderna. É uma época que está emergindo, substituindo aquela em que estamos inseridos, moldando cada vez mais a nossa sociedade.

 

O texto profético de Paulo em (2Timóteo 3:1-5) revela o perfil dos homens dos últimos dias, e este perfil se encaixa perfeitamente no homem pós-moderno, vejamos: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” O texto fala de tempos trabalhosos, isto quer dizer que teremos muito trabalho para alcançar estes homens.

 

 

 

O Mundo mudou

 

 

Se o mundo mudou e as pessoas mudaram, a liderança cristã precisa mudar a sua maneira de interagir com aqueles que são objeto do amor de Deus, não estou dizendo que devemos mudar o evangelho ou barganhá-lo, definitivamente não, mas o que devemos mudar é nossa estratégia, nossa liturgia, nossa linguagem, ou seja, o nosso modus operandi, pois a igreja não pode mais pensar com a cabeça do século XX, estamos nos século XXI e precisamos nos contextualizar e não nos acomodar, os princípios divinos são inegociáveis, mais a forma como pregamos e nos apresentamos a nossa comunidade pode ser revisto para que a comunidade esteja acessível à igreja e a igreja acessível à comunidade.

 

Entendemos que não se prega o evangelho no vazio, se prega num contexto, O próprio Jesus ao proclamar o evangelho ele estava plenamente contextualizado a cultura e aos costumes de sua época, a mensagem de Jesus foi ouvida e alcançou seu propósito, pois ela estava em harmonia com ambiente daqueles dias, Jesus usava recursos visuais, teatrais, e falava a linguagem do povo a quem queria alcançar Jesus até usa palavras que estava na boca do povo como a palavra “Libertação”, pois o que o povo mais desejava uma vez que viviam sob o domínio do Império Romano. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32).

 

Se quisermos alcançar o homem pós-moderno precisaremos entendê-lo. Com a decepção da modernidade e a morte da razão o homem saiu em busca de novos paradigmas buscando significado para a sua vida. Veja abaixo os conceitos de um homem pós-moderno:

 

Verdade

Relativa e não absoluta. Pilatos: Que é a Verdade?

Instituições

Falharam em promover um mundo melhor

Autoridade

Sinônimo de opressão, Crise de liderança.

Valores

Não há padrão de certo e Errado. Troca do ético pelo estético

Viver

Individualista, Hedonista, Narcisista e Secularizado.

Religião

Menos dogmática e mais experimental e pragmática

Ideologia

Plural – Todas têm suas verdades.

Passatempo

Buscar o novo – Atenienses pós-modernos

Bênção

É um produto conquistado.

Pecado

Não existe. não se sinta culpado liberte-se da culpa.

Existência

Preciso pertencer a alguma coisa. As tribos Urbanas.

Princípios

Devem ser politicamente corretos

Realidade

È o que percebemos e o que sentimos.

Progresso

De maneira sustentável, forte apelo ecológico

Espiritualidade

Mística e Esotérica

 

 

Gestalt disse que "educar sem conhecer o homem é como caminhar no deserto sem bússola e sem meta". É preciso saber quem é a pessoa que se educa. Assim também pregar sem conhecer para quem se prega é caminhar no deserto sem bússola e sem meta. É preciso saber como é a pessoa para quem pregamos. Muitos pregadores têm uma mensagem que serve para qualquer lugar. Estudam a Bíblia, mas não estudam gente.

  

 

 

A Igreja precisa mudar

 

 

Se quisermos alcançar o homem pós-moderno precisamos mudar. Um dos costumes que temos é sacralizar o passado e demonizar o presente, é comum se ouvir nos púlpitos que antigamente foi melhor do que hoje, ao lermos na Bíblia: “Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta.” (Eclesiastes 7:10) nota-se que não é sábio pensar assim, devemos ter a mente aberta para as mudanças, precisamos de uma renovação mental, ou termos uma cosmovisão de mundo, pois se queremos alcançá-lo precisaremos entendê-lo.

 

Gostamos de receber visitas em nossas igrejas, como é gostoso poder apresentá-los em nossos cultos, mais ficamos preocupados quando não há visitantes principalmente em nossos cultos dominicais, então cabe ai uma reflexão: será que estamos sendo atrativos a nossa comunidade?  Procure saber ou quem sabe até fazer uma pesquisa sobre como a comunidade ver a sua igreja, fique atento ao que as pessoas vão falar e se prepare para mudar. A igreja de Jerusalém caiu na graça do povo: “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (Atos 2:47), precisamos cair na graça da nossa comunidade, ela precisa nos ver como agentes de transformação, o apóstolo Paulo declara em  (1Coríntios 9.22): "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns". Paulo sabia que precisava se adequar ao contexto para alcançar o propósito de evangelizar o mundo gentio, da mesma forma a igreja na pós-modernidade necessita se ajustar aos novos tempos.

Certo dia ao conversar com o borracheiro perto de minha igreja, ele me disse: Pastor um dia que eu me converter eu quero ser de sua igreja, pois eu conheço a vida de vocês! Estamos sendo visto e lido pela nossa comunidade. Como a sua comunidade vê a sua igreja?

 

Há líderes não têm uma visão global do mundo, e, o que é pior, muitos não tem sequer uma visão integral de sua fé, sabendo encaixar o mundo nela, analisando o mundo por ela. Sua fé é apoiada em pequenos credos, sem uma visão holística do evangelho. Necessitamos ter uma cosmovisão do evangelho, uma explicação e aplicação que atenda ao homem pós-moderno. Pastorear pressupõe amar o trabalho que se faz, e lidar com gente sem amá-las e sem amar o trabalhar com gente, é sinal de fracasso. O amor ao que se faz dá forças para superar as crises e competência para se atualizar. Digo que o pastorado é uma atividade que é feito com coração. As marcas ficarão na vida das pessoas que entrarem em contato conosco.

 

 

                

 

Pregamos o que gostamos ou o que as pessoas precisam ouvir? O púlpito está dando respostas sérias ou é um falatório sobre religião? Pregamos apenas assuntos ou pregamos uma pessoa, Jesus, que tem respostas para a vida das pessoas? Com que estamos preocupados? Com assuntos que nos dizem respeito ou com as necessidades dos ouvintes? De que se ocupa o púlpito? De Cristo ou de política denominacional. Para que o usamos? Para glorificar a Cristo ou para enviar recados aos outros?

 

A igreja Deve ser uma comunidade calorosa, sadia e honesta. As pessoas devem ser ouvidas e levadas a sério. Devem ver seriedade no trato, e ser uma comunidade terapêutica para com os feridos e desiludidos com a modernidade.

 

Faça algumas reflexões sobre sua prática eclesiástica:

 

  1. Nossa liturgia fala a linguagem do povo?
  2. A mensagem é contextualizada e prática?
  3. Usamos recursos modernos na apresentação da Mensagem?
  4. A música usa letras que as pessoas entendem?
  5. Nossos projetos levam em conta as mudanças?
  6. Nossa arquitetura é atrativa e moderna?
  7. Nossa igreja é uma comunidade calorosa e atenciosa com os visitantes?

 

                                                                                                   Autor:

alt                                                               Pr. Alberto Pereira

                                                               Bacharel em Teologia

                                                               Psicopedagogo

                                                               Mestrando em Ministério Integral - STBI

                                                  Presidente CIBI-AR